Publicado por: marianacipriano | Março 13, 2009

GRÁVIDA DE GÊMEOS EM ALAGOINHA. (Pe. Edson Rodrigues)

Há cerca de oito dias, nossa cidade foi tomada de surpresa por uma trágica notícia de um acontecimento que chocou o país: uma menina de 9 anos de idade, tendo sofrido violência sexual por parte de seu padrasto, engravidou de dois gêmeos. Além dela, também sua irmã, de 13 anos, com necessidade de cuidados especiais, foi vitima do mesmo crime. Aos olhos de muitos, o caso pareceu absurdo, como de fato assim também o entendemos, dada a gravidade e a forma como há três anos isso vinha acontecendo dentro da própria casa, onde moravam a mãe, as duas garotas e o acusado.

O Conselho Tutelar de Alagoinha, ciente do fato, tomou as devidas providências no sentido de apossar-se do caso para os devidos fins e encaminhamentos. Na sexta-feira, dia 27 de fevereiro, sob ordem judicial, levou as crianças ao IML de Caruaru-PE e depois ao IMIP (Instituto Médico Infantil de Pernambuco), de Recife a fim de serem submetidas a exames sexológicos e psicológicos. Chegando ao IMIP, em contato com a Assistente Social Karolina Rodrigues, a Conselheira Tutelar Maria José Gomes, foi convidada a assinar um termo em nome do Conselho Tutelar que autorizava o aborto. Frente à sua consciência cristã, a Conselheira negou-se diante da assistente a cometer tal ato. Foi então quando recebeu das mãos da assistente Karolina Rodrigues um pedido escrito de próprio punho da mesma que solicitava um “encaminhamento ao Conselho Tutelar de Alagoinha no sentido de mostrar-se favorável à interrupção gestatória da menina, com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e na gravidade do fato”. A Conselheira guardou o papel para ser apreciado pelos demais Conselheiros colegas em Alagoinha e darem um parecer sobre o mesmo com prazo até a segunda-feira dia 2 de março. Os cinco Conselheiros enviaram ao IMIP um parecer contrário ao aborto, assinado pelos mesmos. Uma cópia deste parecer foi entregue à assistente social Karolina Rodrigues que o recebeu na presença de mais duas psicólogas do IMIP, bem como do pai da criança e do Pe. Edson Rodrigues, Pároco da cidade de Alagoinha.

 No sábado, dia 28, fui convidado a acompanhar o Conselho Tutelar até o IMIP em Recife, onde, junto à conselheira Maria José Gomes e mais dois membros de nossa Paróquia, fomos visitar a menina e sua mãe, sob pena de que se o Conselho não entregasse o parecer desfavorável até o dia 2 de março, prazo determinado pela assistente social, o caso se complicaria. Chegamos ao IMIP por volta das 15 horas. Subimos ao quarto andar onde estavam a menina e sua mãe em apartamento isolado. O acesso ao apartamento era restrito, necessitando de autorização especial. Ao apartamento apenas tinham acesso membros do Conselho Tutelar, e nem tidos. Além desses, pessoas ligadas ao hospital. Assim sendo, à área reservada tiveram acesso naquela tarde as conselheiras Jeanne Oliveira, de Recife, e Maria José Gomes, de nossa cidade.

 Com a proibição de acesso ao apartamento onde menina estava, me encontrei com a mãe da criança ali mesmo no corredor. Profunda e visivelmente abalada com o fato, expôs para mim que tinha assinado “alguns papéis por lá”. A mãe é analfabeta e não assina sequer o nome, tendo sido chamada a pôr as suas impressões digitais nos citados documentos.

Perguntei a ela sobre o seu pensamento a respeito do aborto. Valendo-se se um sentimento materno marcado por preocupação extrema com a filha, ela me disse da sua posição desfavorável à realização do aborto. Essa palavra também foi ouvida por Robson José de Carvalho, membro de nosso Conselho Paroquial que nos acompanhou naquele dia até o hospital. Perguntei pelo estado da menina. A mãe me informou que ela estava bem e que brincava no apartamento com algumas bonecas que ganhara de pessoas lá no hospital. Mostrava-se também muito preocupada com a outra filha que estava em Alagoinha sob os cuidados de uma família. Enquanto isso, as duas conselheiras acompanhavam a menina no apartamento. Saímos, portanto do IMIP com a firme convicção de que a mãe da menina se mostrava totalmente desfavorável ao aborto dos seus netos, alegando inclusive que “ninguém tinha o direito de matar ninguém, só Deus”.

Na segunda-feira, retornamos ao hospital e a história ganhou novo rumo. Ao chegarmos, eu e mais dois conselheiros tutelares, fomos autorizados a subirmos ao quarto andar onde estava a menina. Tomamos o elevador e quando chegamos ao primeiro andar, um funcionário do IMIP interrompeu nossa subida e pediu que deixássemos o elevador e fôssemos à sala da Assistente Social em outro prédio. Chegando lá fomos recebidos por uma jovem assistente social chamada Karolina Rodrigues. Entramos em sua sala eu, Maria José Gomes e Hélio, Conselheiros de Alagoinha, Jeanne Oliveira, Conselheira de Recife e o pai da menina, o Sr. Erivaldo, que foi conosco para visitar a sua filha, com uma posição totalmente contrária à realização do aborto dos seus netos. Apresentamo-nos à Assistente e, ao saber que ali estava um padre, ela de imediato fez questão de alegar que não se tratava de uma questão religiosa e sim clínica, ainda que este padre acredite que se trata de uma questão moral.

Perguntamos sobre a situação da menina como estava. Ela nos afirmou que tudo já estava resolvido e que, com base no consentimento assinado pela mãe da criança em prol do aborto, os procedimentos médicos deveriam ser tomados pelo IMI dentro de poucos dias. Sem compreender bem do que se tratava, questionei a assistente no sentido de encontrar bases legais e fundamentos para isto. Ela, embora não sendo médica, nos apresentou um quadro clínico da criança bastante difícil, segundo ela, com base em pareceres médicos, ainda que nada tivesse sido nos apresentado por escrito.

Justificou-se com base em leis e disse que se tratava de salvar apenas uma criança, quando rebatemos a idéia alegando que se tratava de três vidas. Ela, desconsiderando totalmente a vida dos fetos, chegou a chamá-los em “embriões” e que aquilo teria que ser retirado para salvar a vida da criança. Até então ela não sabia que o pai da criança estava ali sentado ao seu lado. Quando o apresentamos, ela perguntou ao pai, o Sr. Erivaldo, se ele queria falar com ela. Ele assim aceitou. Então a assistente nos pediu que saíssemos todos de sua sala os deixassem a sós para a essa conversa. Depois de cerca de vinte e cinco minutos, saíram dois da sala para que o pai pudesse visitar a sua filha. No caminho entre a sala da assistente e o prédio onde estava o apartamento da menina, conversei com o pai e ele me afirmou que sua idéia desfavorável ao aborto agora seria diferente, porque “a moça me disse que minha filha vai morrer e, se é de ela morrer, é melhor tirar as crianças”, afirmou o pai quase que em surdina para mim, uma vez que, a partir da saída da sala, a assistente fez de tudo para que não nos aproximássemos do pai e conversássemos com ele. Ela subiu ao quarto andar sozinha com ele e pediu que eu e os Conselheiros esperássemos no térreo. Passou-se um bom tempo. Eles desceram e retornamos à sala da assistente social. O silêncio de que havia algo estranho no ar me incomodava bastante. Desta vez não tive acesso à sala. Porém, em conversa com os conselheiros e o pai, a assistente social Karolina Rodrigues, em dado momento da conversa, reclamou da Conselheira porque tinha me permitido ver a folha de papel na qual ela solicitara o parecer do Conselho Tutelar de Alagoinha favorável ao aborto e rasgou a folha na frente dos conselheiros e do pai da menina. A conversa se estendeu até o final da tarde quando, ao sair da sala, a assistente nos perguntava se tinha ainda alguma dúvida. Durante todo o tempo de permanência no IMIP não tivemos contato com nenhum médico. Tudo o que sabíamos a respeito do quadro da menina era apenas fruto de informações fornecidas pela assistente social. Despedimo-nos e voltamos para nossas casas. Aos nossos olhos, tudo estava consumado e nada mais havia a fazer.

Dada a repercussão do fato, surge um novo capítulo na história. O Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife, Dom José Cardoso, e o bispo de nossa Diocese de Pesqueira, Dom Francisco Biasin, sentiram-se impelidos a rever o fato, dada a forma como ele se fez. Dom José Cardoso convocou, portanto, uma equipe de médicos, advogados, psicólogos, juristas e profissionais ligados ao caso para estudar a legalidade ou não de tudo o que havia acontecido. Nessa reunião que se deu na terça-feira, pela manhã, no Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, estava presente o Sr. Antonio Figueiras, diretor do IMIP que, constatando o abuso das atitudes da assistente social frente a nós e especialmente com o pai, ligou ao hospital e mandou que fosse suspensa toda e qualquer iniciativa que favorecesse o aborto das crianças. E assim se fez.

Um outro encontro de grande importância aconteceu. Desta vez foi no Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco, na tarde da terça-feira. Para este, eu e mais dois Conselheiros, bem como o pai da menina formos convidados naquela tarde. Lá no Tribunal, o desembargador Jones Figueiredo, junto a demais magistrados presentes, se mostrou disposto a tomar as devidas providências para que as vidas das três crianças pudessem ser salvas. Neste encontro também estava presente o pai da criança. Depois de um bom tempo de encontro, deixamos o Tribunal esperançosos de que as vidas das crianças ainda poderiam ser salvas.

Já a caminho do Palácio dos Manguinhos, residência do Arcebispo, por volta das cinco e meia da tarde, Dom José Cardoso recebeu um telefonema do Diretor do IMIP no qual ele lhe comunicava que um grupo de uma entidade chamada Curumins, de mentalidade feminista pró-aborto, acompanhada de dois técnicos da Secretaria de Saúde de Pernambuco, teriam ido ao IMIP e convencido a mãe a assinar um pedido de transferência da criança para outro hospital, o que a mãe teria aceito. Sem saber do fato, cheguei ao IMIP por volta das 18 horas, acompanhado dos Conselheiros Tutelares de Alagoinha para visitar a criança. A Conselheira Maria José Gomes subiu ao quarto andar para ver a criança. Identificou-se e a atendente, sabendo que a criança não estava mais na unidade, pediu que a Conselheira sentasse e aguardasse um pouco, porque naquele momento “estava havendo troca de plantão de enfermagem”. A Conselheira sentiu um clima meio estranho, visto que todos faziam questão de manter um silêncio sigiloso no ambiente. Ninguém ousava tecer um comentário sequer sobre a menina.

No andar térreo, fui informado do que a criança e sua mãe não estavam mais lá, pois teriam sido levadas a um outro hospital há pouco tempo acompanhadas de uma senhora chamada Vilma Guimarães. Nenhum funcionário sabia dizer para qual hospital a criança teria sido levada. Tentamos entrar em contato com a Sra. Vilma Guimarães, visto que nos lembramos que em uma de nossas primeiras visitas ao hospital, quando do assédio de jornalistas querendo subir ao apartamento onde estava a menina, uma balconista chamada Sandra afirmou em alta voz que só seria permitida a entrada de jornalistas com a devida autorização do Sr. Antonio Figueiras ou da Sra. Vilma Guimarães, o que nos leva a crer que trata-se de alguém influente na casa. Ficamos a nos perguntar o seguinte: lá no IMIP nos foi afirmado que a criança estava correndo risco de morte e que, por isso, deveria ser submetida ao procedimentos abortivos. Como alguém correndo risco de morte pode ter alta de um hospital. A credibilidade do IMIP não estaria em jogo se liberasse um paciente que corre risco de morte? Como explicar isso? Como um quadro pode mudar tão repentinamente? O que teriam dito as militantes do Curumim à mãe para que ela mudasse de opinião? Seria semelhante ao que foi feito com o pai?

Voltamos ao Palácio dos Manguinhos sem saber muito que fazer, uma vez que nenhuma pista nós tínhamos. Convocamos órgãos de imprensa para fazer uma denúncia, frente ao apelo do pai que queria saber onde estava a sua filha.

Na manhã da quarta-feira, dia 4 de março, ficamos sabendo que a criança estava internada na CISAM, acompanhada de sua mãe. O Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (FUSAM) é um hospital especializado em gravidez de risco, localizado no bairro da Encruzilhada, Zona Norte do Recife. Lá, por volta das 9 horas da manhã, nosso sonho de ver duas crianças vivas se foi, a partir de ato de manipulação da consciência, extrema negligência e desrespeito à vida humana.Isto foi relatado para que se tenha clareza quanto aos fatos como verdadeiramente eles aconteceram. Nada mais que isso houve. Porém, lamentamos profundamente que as pessoas se deixem mover por uma mentalidade formada pela mídia que está a favor de uma cultura de morte. Espero que casos como este não se repitam mais.

 Ao IMIP, temos que agradecer pela acolhida da criança lá dentro e até onde pode cuidar dela. Mas por outro lado não podemos deixar de lamentar a sua negligência e indiferença ao caso quando, sabendo do verdadeiro quadro clínico das crianças, permitiu a saída da menina de lá, mesmo com o consentimento da mãe, parecendo ato visível de quem quer se ver livre de um problema. Aos que se solidarizaram conosco, nossa gratidão eterna em nome dos bebês que a esta hora, diante de Deus, rezam por nós. “Vinde a mim as crianças”, disse Jesus. E é com a palavra desde mesmo Jesus que continuaremos a soltar nossa voz em defesa da vida onde quer que ela esteja ameaçada. “Eu vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo, 10,10). Nisso cremos, nisso apostamos, por isso haveremos de nos gastar sempre. Acima de tudo, a Vida! Fonte: Pe. Edson Rodrigues Pároco de Alagoinha-PE padreedson@hotmail.com

Publicado por: marianacipriano | Março 5, 2009

“Deus me ama, eu não estou só…”

Na quarta feira após o RECAR e anterior a cirurgia do Rafael (ver post anterior), ele e eu estávamos conversando quando entramos no assunto da minha vida passada, sobre quantos namorado eu tive, sobre o quanto eu errei ao ficar(beijar), e eu acabei remoendo tudo aquilo e fui me fechando em mim e ao olhar  meu namorado eu me sentia ruim demais pra ele, desmerecedora dele, afinal ao contrario de mim o Rafael sempre teve uma cabeça formada quanto a isso.

Pra quem não sabe como eu era, vai ai breve testemunho:

Por muito tempo na minha vida eu brinquei, mesmo buscando algo serio, eu não fazia a vontade de Deus, apesar de que essa sempre foi minha vontade, mas eu não sabia faze-a e tinha uma visão distorcida sobre o certo ou errado. Eu sempre começava um namoro pra depois conversar com Deus sobre ser ou não a vontade dEle, e como tudo que começava errado acabava errado, alem disso eu era adepta ao ficar pra conhecer, sendo que assim não se conhece nada a não ser a saliva do outro, e ai depois de um tempo eu começava a namorar, namoros esses que duravam um mês ou dois. Por mais que algumas pessoas falassem comigo eu não conseguia compreender que eu estava fazendo errado, e durante esse tempo eu agi não como alguém que trazia as pessoas pra Deus, mas como alguém que as afasta dEle, eu fazia as pessoas sofrerem e me santidade3machucava também.

No inicio de 2007 eu passei  por curas na minha afetividade, Deus curava meus traumas de infância e adolescência referente a sexualidade, curva minha carência de carinho paterno(meu pai me ama, mas eu só não conseguia enxergar) e através dessas curas Ele foi me dando entendimento e eu comecei a entender e a buscar uma vida diferente, tive quedas, fiquei(beijei), porem eu sentia doer em minha alma, por que eu quero ser santa e conheço a Deus, e não quero me afastar dEle, foi um ano de quedas, mas no final de 2007 eu já estava decidida a ser diferente, comecei a compreender o que era um namoro santo, em 2008(inicio) eu pude conhecer jovens que davam verdadeiros testemunhos de vida e nesses testemunhos eu busquei força pra caminhar na santidade, tudo que eu pedia a Deus e pra que a mãezinha

Na mesma época eu e o Rafael começamos a orar pelo nosso namoro (testemunhos sobre: delemeu), e eu vivi e vivo o namoro mais santo da minha vida, um namoro que antes de começar foi colocado no altar do Senhor e é lá que permanece.

Voltando a quarta-feira:

Naquele momento eu comecei a me sentir um lixo, por cobranças que eu fazia de mim, eu me senti uma péssima, eu me sentia indigna de tudo o que Deus havia me dado, e eu comeei a ter nojo de mim, e tudo que passava na minha cabeça era:

“O Rafael merece alguém melhor” e também me sentia como uma pessoa que ninguém devia tocar.

Mais de um ano depois da minha mudança de vida eu ainda tentava me condenar, eu precisava me perdoar por errar tanto, eu mesma sentia nojo de mim.

Deus é tão bom, que quando colocou o Rafael na minha vida antes de me dar um namorado Ele me deu alguém pra cuidar de mim e naquele momento assim como Deus sempre faz ele usou das palavras do Rafael pra me acalmar, eu lembro que ele dizia que eu havia mudado que era isso que importava agora, que se Deus permitiu que isso acontecesse na minha vida era porque Ele tinha um propósito pra mim, que mesmo se eu tivesse desistido de mim ali, Deus não desistiria, e que agora tudo isso serviria como meu testemunho de vida, meu testemunho de mudança, pq eu hoje eu vivo em Deus e busco ser melhor, e ele me lembrou o quanto Deus me amava.

Assim como na música ele veio me relembrar:

 

“Que Deus me ama, que não estou só
Que Deus cuida de mim
Quando fala pela tua voz
Que me diz: Coragem
  

“Obrigada Senhor porque coloca anjos em minha vida, obrigada Senhor por tudo que permitiu que eu vivesse pra que hoje eu pudesse testemunhar o quão grande é o seu poder, obrigada oh Pai por sua infinita bondade, obrigada Senhor por todos aqueles que busca evangelizar através do testemunho de vida.”

 

A paz a todos, que Deus abençoe.

Mariana Cirpriano 

Publicado por: marianacipriano | Março 4, 2009

“… amar é se dar pelo outro” (pós RECAR 2009)

Marcio Pereira (CN)

Marcio Pereira (CN)

Na segunda feira no RECAR, pela manhã a primeira pregação foi do Marcio Pereira da Canção Nova, ele falou sobre o amor, quantos de nós somos capazes de morrer pelo outro, dar a vida por seus amigos, ou até mesmo pelos inimigos, ele fez essa pergunta e no momento muitos de nós levantamos as mãos e tivemos que ouvir algumas questionações do tipo:

“Falar é facil, quero ver na hora”

Mas a questão é, o que é dar a vida por alguem? Será que é morrer, simplismente morrer no lugar o outro, parar de respirar? Entrar na frente de um carro? Na frente da bala? Ou dar a vida por alguem pode ser zelar para que a vida do proximo seja boa, agradavel, lutar para levar o outro ao céu?

Dar a vida é amar ao ponto de de abrir mão de sim mesmo para fazer parte da vida do outro com a finalidade de fazer o proximo feliz, preocupar-se com a felicidade do outro, fazer-se presente mesmo na ausencia, fazer o outro feliz em Deus e buscando Deus

Apos o RECAR, na quinta feira, o Rafael foi realizar a cirurgia no pé , eu fui ficar com ele no hospital, eu queria ajudar mesmo sem saber como e não conseguia sair de lá. Antes da operação que começou a cerca de 15hrs eu comecei a sentir dores na coluna e na barriga, tomei um pouco de remedio e a dor aliviou um pouco. A operação durou cerca

RECAR 2009 (Mari e Fael)

RECAR 2009 (Mari e Fael)

de três horas,  e eu acabei ficando com o Rafael no hospital, pra ele não ficar sozinho e porque eu não queria sair do lado dele, e a dor voltou, e mesmo com toda a dor que eu sentia eu não reclamava, vendo o Fael dormindo, a anestesia podendo passar a qualquer momento fazia com que eu não me importasse com a minha dor, e sim com a dele, era ele que importava naquele momento. De madrugada a dor estava grande demais, e o Fael acordou e por alguns momentos eu não consegui disfarçar a dor e ele ainda com efeito da anestecia, meio ‘dopado’ , sem conseguir se mexer direito, tentava cuidar de mim, ele esqueceu dele pra cuidar de mim, cuidou nas possibilidades dele, num abraço, no perguntar se eu estava bem quase toda hora.

Naquele momento eu pude ver uma forma de dar a vida por alguem, de se dar pelo outro. Ambos queriamos esquecer nossas dores e poder aliviar a do outro, deixamos de importar com o ‘eu’ pra importar com o próximo, fazer o outro feliz isso é amar.

Senhor obrigada por me ensinar a amar a cada dia mais, obrigada por ter ocorrido tudo bem na cirurgia do Rafael, pela certeza Senhor de que nos acolhe nos momentos de dores, pela nossa vida, poruqe deste a vida por nós, num ato de amor maior, deu tua vida para nos salvar.”

A paz a todos, que Deus abençoe.

Mariana Cirpriano 

Publicado por: marianacipriano | Março 4, 2009

Testemunho: Flavio – Acampamento de carnaval – Missão Nova Face

A paz,

Hoje eu estarei colocando o testemunho de um irmão, o Flavio, que tambem e mais um testemunho das maravilhas vividas nos retiros de carnaval, o Flavio participou do Acampamento em Paracatu, com o Ministerio missão Nova Face!

Oi vou dar meu testemunho pra vcs, sobre o que Nossa Senhora fez em minha vida.
Bom no meu trabalho eu estava trabalhando com 5 protestantes de diferentes religiões e alguns me enatgaaaagexsgn8b3k-xdqgp5_0vz3useadbyc11udlbyz0wcmcjgqsmajzz5-migj_kfjyk41jdtemhwa0pwfs9zrcbbajtu9vd-4prjia89bkvpj5q-m8s_skwbxachiam acabeça sobre nossa senhora falando q ela nao me ouve, q ela esta morta etc.
Em minha orações pessoais eu falava com ela: “Se a senhora realmente me ouve me da uma prova.” As vezes me batia a duvida de que ela me ouvia sim, mas no acampamento nova face 2009, como é interessante que eu tinha pedido a Ddeus; que eu sentisse fortemente a presença dEle, ai foi lá e justamente com Nossa Senhora, quando foi o momento do ‘baile com nossa senhora’  eu reupousei, ela mexia comigo de uma maneira tão linda que mesmo no repouso meus braços louvavam a Deus, eu batia palma, rastejava no chão, levantei sozinho ainda no repouso com os olhos fechados, ajoelhei e me curvei para Deus. Ela fazia isso e para mim foi uma prova real de que ela me ouve sim e me fez humilhar pra Jesus,  e provou q tanto ela como eu sabemos que só Ele é o verdadeiro Deus digno de louvor e adoração e permitiu que eu soubesse que ela esta me ouvindo sim.

Flavio meu irmãozinho, que Deus o abençoe muito e te dê muita perseverança nessa caminhada, que com certeza não é facil, que você permaneça sempre amando o Senhor nessa forma linda que tu amas e que atraves da sua vida testemunhada no amor de Cristo muitos corações possam ser tocados!

 

A paz,

Deus abençoe a todos,

Mariana Cipriano

 

Dando continuidade ao ultimo post não poderia faltar algo sobre o RECAR.

atgaaac9-yfndo4jarznwpvsx15l6aiqouyys5byyl2tgoukgksn9s7z6yax8mxxdeykw-hn037gzkjmdnsjnigtf5majtu9vb9qjo5wjtrb9nvnropjrbz0mf3nqEu me decidi por ir pra Vazante por sentir Deus meu chamando pra participar do retiro lá e eu sentia também que um dos motivos pra que Ele me quisesse por lá era pra que eu e o Rafael pudéssemos viver uma experiencia dessa como namorados.

 O retiro se iniciaria na sexta-feira e o Rafael só ficaria sabendo se receberia folga ou não para participar de todo o encontro na quarta-feira, porem nesse mesmo dia ele sofreu um acidente de moto, e o que antes de pensava ser uma luxação no pé acabou se tornado 10 fraturas com direito a cirurgia, sendo assim até o primeiro momento ele estaria impossibilitado de participar do retiro, na 5ª feira atarde foi diagnosticado que a cirurgia só poderia ser realizada após uma semana e que teria que ficar de repouso com o pé pra cima.

 Por algum tempo eu fiquei sem entender: se o que era tocado mais forte em meu coração era o chamado a viver esse retiro no meu namoro, como o meu namorado não iria? E a pergunta que não me paravam de me fazer era: “ E ai você vai para o RECAR ou vai ficar em Vazante com o Fael?”

Mas como dizer não ao chamado de Deus a viver esse retiro?

Por maior que fosse a vontade de estar com o Rafael naquele momento,ele machucado e eu tendo que ir embora pra Palmas na próxima semana, eu sabia onde Deus me queria, e eu me senti um pouco como Abraão quando Deus pede pra que ele mate seu único filho, pois eu me senti tendo que deixar alguem que eu amo precisando de cuidado longe, mas assim como Deus fez com o seu servo ao dizer que não matasse seu filho pois viu que ele era um servo fiel, também fez comigo.

Somente na sexta-feira eu fui ver o Rafael, e ele tinha sido liberado para participar do retiro, e durante todo RECAR atgaaadcs_hzaxbhibu5biiuspefha4wdyrhdc536lmqnqnsfd-9arokrsndidbjzkdasworki5fdpt1afx3qfqvwifkajtu9vbzaspthdqgodktcl1x9c8zbjb3qwmesmo com todas as dificuldades as pessoas puderam testemunhar a perseverança dele em estar ali, mesmo com as dores, se sentindo incomodado, ele mostrou a muitos que desculpa nenhuma serve pra se afastar de Deus.

Eu só tenho a agradecer a esse Deus maravilhoso, por me permitir ser a cada dia mais forte na fé, por me ensinar a viver o amor que vem dEle, por permitir que pudéssemos viver esse retiro juntos, por cada provação vivida durante o retiro que nos mostra que tudo podemos no Senho, pois Ele é a nossa força, A ALEGRIA DO SENHOR É A NOSSA FORÇA! E agradecer porque Ele nos ama incondicionalmente com um amor infinito, e cuida sempre dos seus filhos.

Um abraço a todos,

 Deus abençoe!

 A paz, Mariana Cipriano!

Publicado por: marianacipriano | Fevereiro 15, 2009

Carnaval com Cristo!

Gostaria de fazer um convite a juventude de viver nesse carnaval uma experiencia de amor com Cristo.

“O homem tem a idade do seu sorriso” (Papa João XXIII) . Ser de Deus é ser sempre jovem.

Com certeza em sua cidade têm retiros, ou outros eventos, procure a sua comunidade e vamos juntos num acorrente de oração, unidos pela eucaristia viver essa experiencia de amr com Deus.

Aquei estão alguns convites da diocesse que eu particcipo:

Paracatu:

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Vazante:

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A paz do Senhor esteja com cada um e que Deus abençoe,

Mariana Cipriano

Publicado por: marianacipriano | Fevereiro 13, 2009

O que é ser família?

Essa noite eu me deparei com essa pergunta. Nasci numa família Católica Apostólica Romana, e fui criada pelos meus pais junto com meu irmão na doutrina da igreja católica.

Quando eu tinha quatro ou seis anos meus pais fizeram ECC (Encontro de Casais com Cristo) e os anos em que eles minacu1estavam trabalhando com perseverança no ECC, antes de mudarmos de cidade, foram os melhores anos da minha vida porque eramos mais família, fazíamos as coisas juntos, íamos as missas juntos, almoçávamos e jantávamos juntos e por mais que houvessem as brigas entre meu irmão e eu não guardávamos rancor nem por três minutos, sabíamos perdoar e nos amar.

 Todos os dias antes de dormir minha mãe impunha as mãos sobre mim e meu irmão e rezava, depois por um tempo passamos a rezar o terço juntos, todas as noites, mas com o tempo isso foi acabando, agente crescendo e se distanciando e houve uma época em que eu me esqueci do amor dos meus pais, eles me amavam, eu sabia, mas do jeito deles e não haviam gestos de carinho entre nós, e por mais que eu cobrasse eles pareciam não me entender. Quanto ao meu irmão, nós passamos a ser impacientes um com o outro e o perdão hoje demora um ameia hora pra chegar, mas chega.

Em fevereiro de 2008 eu me mudei pra Palmas-TO para estudar e meus pais continuaram em MG, e sem duvida foi um ano difícil, acho que pra todos nós, e mais do que nunca eu senti a falta dos meus pais, ai vieram as férias e hoje eu estou em casa, mas não me sinto em casa, as coisas estão um pouco mudadas, mais ainda exste o amor, o perdão e Deus em nosso meio.

E somos uma família, com dificuldades, desentendimentos, mas no preocupamos com o outro, amamos uns aos outros, cuidamos um dos outros. De um jeito um pouco errado e meio ausente nós somos uma família, que acima de tudo tem Deus como o senhor dela.

Bom, tá ai um pouco sobre minha família, e eu queria pedir a todos que lerem que coloca-se minha família em suas orações, nem que seja uma vez só.

Obrigada!

Fiquem com Deus, e que ele abençoe.

Paz e bem, Mariana Cipriano.

Publicado por: marianacipriano | Janeiro 23, 2009

“Deixar-me guiar nos caminhos que Deus desejou pra mim”

 

Com o tempo, agente cresce, ou acha que cresce e vai perdendo o gosto pelas coisas antigas, eu cresci em um ano o que deveria crescer em três, eu vivi numa escuridão tão terrível que eu não conseguia enxergar quando as pessoas queriam meu bem, e me deixava levar por aquelas que apenas me tiravam do caminho de Deus e quando esse ano passou eu quis voltar e viver o que eu não tinha vivido, mas eu não consegui e fui me fechando pro mundo, me fechei pras antigas amizades que não me ajudavam a crescer ou amadurecer, o que foi bom, quando eu não via mais nada Deus me puxou pra Ele, e não foi tão difícil sair daquela vida vazia, eu já conhecia o amor de Deus, e ansiava por ser amada e amá-lo profundamente, apenas não sabia o que fazer ou como fazer, as vezes eu me deixava enganar achando que eu vivia um vida em Cristo, mas eu me permitia cair nas provações sem me lembrar o mal que eu fazia a mim e o quanto eu matava o Cristo que vivia em mim negando a Ele, mas me voltei cada dia mais pra Deus, um Deus que curou minhas carências e fez com que eu superasse meus traumas, um Deus para o qual eu decidi entregar a minha vida pra que Ele pudesse fazer o que fosse da vontade dEle, um Deus que me deu amigos com os quais eu cresci e amadureci minha fé, pessoas pra apoiar e da apoio, pessoas que eram verdadeiros irmãos. E disso eu jamais irei me lamentar, mas até que ponto agente entende o que Deus quer pra nós? Há seis meses atrás minha vida deu um giro de 270° e eu acabei tendo que mudar tudo, me mudei, de cidade, de certa forma Deus me deu um novo ministério, mudei a forma com a qual eu vivia, um novo lar, uma nova forma de vida, junto com ela veio todo um crescimento e uma maturidade que até me assustou, mas uma coisa se manteve firme, à vontade de fazer o que Deus quisesse em minha vida, mas até que ponto eu ando fazendo a vontade dEle? Hoje eu já não sei se Ele ainda me quer em Palmas e fazendo o curso que eu faço, pois eu não consigo ser feliz nisso, talvez porque eu não me esforce para ser feliz, ou por não ter abertura de coração o suficiente, talvez porque eu não esteja me entregando verdadeiramente a vontade de Deus e sonhando os sonhos dEle, ou porque eu deixei de sonhar a tempos.

 

       Senhor eu quero sonhar contigo, sonhar teus sonhos pra mim, viver a tua vontade, e mesmo com toda essa confusão que esta agora eu confio que o senhor me mostrará o caminho certo a seguir, ou talvez até já esteja mostrando, portanto o pai, conceda a mim abertura de coração, discernimento e aceitação, pois eu quero viver o que queres pra mim!

Publicado por: marianacipriano | Dezembro 25, 2008

… e então é Natal

A paz amads, um Feliz Natal a todos,

sei que o blog anda meio abandonado a uns dias, é nesses muito aconteceu, muita coisa que valeria a pena ser contado aqui,

porem hoje quero apenas desejar a todos um Feliz Natal, e que Cristo possa renascer no coração de cada um de vocês!

A santa Paz!

Publicado por: marianacipriano | Dezembro 1, 2008

Deus é bom d+!

A paz do Senhor,

Amados, um bom tempo des de o ultimo post, mas eu não esqueci do blog, apenas estive um pouco sem tempo, epoca de prova na UFT, minhamãe veio passar uma semana aqui, mudança de casa, e quando vi eu já havia passado muito tempo longe do blog!

Quero partilhar com vocês rapidamente que hoje meu coração se alegra por ter dado o sim ao chamado de Deus a cantar pra Ele. E louvo a Ele, porque tanto eu falei em minhas orações que eu queria cantar pra Ele e hoje Ele me chama a isso, e que eu saiba cumprir a minha parte que é usar esse dom para o serviço de Deus.

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Na missa neste domingo eu senti em meu coração uma intimidade tão grande como a tempos eu não sentia, cantei, mas não foi só pela música, mas por coisas que Deus tocou no intimo no meu coração no momento da comunhão, onde Ele e chamava a ser sempre dEle, onde Ele renovava em mim a certeza de que Ele me quer aos pés dEle adorando, que me quer buscando a santidade, testemunhando, evangelizando e exercendo o meu ministerio.

O que quero deixar aqui hoje é que: Fazer a vontade de Deus é bom demais! E feliz é a alegria em meu coração por me sentir cada dia mais perto dEle.

“Sim Senhor, que seja sempre a tua vontade em minha vida, eis aqui tua serva pai, e assim, a exemplo da mãe Maria, entrego a ti a minha vida!”

 

 Um grande abraço a todos, que Deus possa abençoar a cada um e asuas famílias!

Mariana Cipriano

 

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